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Asteroides e dinossauros
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  Três observações, uma hipótese
A camada no limite K-T continha abundância de irídio mas não tinha plutónio-244. Além disso, a fronteira marcava o que parecia ser um grande evento de extinção da vida marinha e terrestre, incluindo os dinossauros. Que hipótese poderia explicar todas essas observações díspares, ligando-as de forma a que fizessem sentido? A equipa teve a ideia de um impacto de um asteroide — que explicaria tanto o irídio (visto que asteroides contêm muito mais irídio do que a crosta da Terra) como a ausência de plutónio — mas que também levava a uma nova pergunta: como poderia um impacto de um asteroide ter causado a extinção dos dinossauros?

Neste ponto, a hipótese do asteróide é apoiado por duas linhas de evidência, mas não é claro como um asteroide teria causado extinções

Mais uma vez, Luis Alvarez veio em socorro com alguns cálculos e uma hipótese elaborada. As conversas com os seus colegas levaram-no a focar-se na poeira que teria sido lançada na atmosfera pelo impacto de um asteroide de grandes dimensões. Ele colocou a hipótese de que um grande asteroide tivesse atingido a Terra no final do Cretáceo e tivesse lançado milhões de toneladas de poeira na atmosfera. Pelos seus cálculos, essa quantidade de poeira teria ofuscado o sol ao redor do mundo, parando a fotossíntese e o crescimento das plantas e, portanto, causando o colapso global de cadeias alimentares. Esta versão elaborada da hipótese parecia de facto encaixar-se bem nas três linhas de evidência disponíveis até o momento: a falta de plutónio, níveis elevados de irídio, e um grande evento de extinção.

Se a hipótese é que um asteroide atingiu e provocou uma nuvem de poeira, então nós esperaríamos ver uma grande extinção no fim do Cretáceo no registo fóssil. Isso é realmente o que vemos.


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