Explore uma representação interativa de como a ciência se processa. Página original em inglês Home Glossário pesquisa home Compreender a Ciência Para professores Biblioteca de recursos
Asteroides e dinossauros
página 9 de 10
anterioranterior | seguinteseguinte
  Só acaba quando …
As ideias científicas estão sempre abertas a questões e a novas linhas de evidência, portanto embora muitas observações sejam consistentes com a hipótese do asteroide, a investigação continua. Até agora, a evidência apoia a ideia de que um asteroide gigante atingiu a Terra no final do Cretáceo — mas será que foi mesmo o asteroide que causou a maioria das extinções naquela época? Algumas observações apontam para explicações adicionais. Outras pesquisas (em grande parte estimulada pela hipótese do asteroide) revelaram que o final do Cretáceo foi um momento caótico na Terra, mesmo ignorando a questão da colisão de um enorme asteroide. A atividade vulcânica atingiu um pico, produzindo fluxos de lava que atualmente cobrem cerca de 500.000 quilómetros quadrados da Índia; uma grande mudança climática estava em andamento com arrefecimento geral marcado por pelo menos um intenso período de aquecimento global; o nível do mar baixou e continentes mudaram com movimentos tectónicos. Com toda estas mudanças a acontecer, os ecossistemas certamente foram perturbados. Estes fatores claramente poderiam ter desempenhado um papel no desencadeamento da extinção em massa — mas será que o fizeram?

Mais do que uma hipótese poderia explicar esta grande extinção.

Em suma, a evidência aponta para vários potenciais responsáveis para a extinção em massa. Qual é a verdadeira causa? Bem, talvez todos eles o sejam.

Assim como a extinção de uma espécie ameaçada pode hoje em dia ser atribuída a diversos fatores (aquecimento global, destruição do habitat, um predador invasivo, etc), a extinção em massa no limite K-T pode ter sido provocada por vários agentes diferentes (por exemplo, o vulcanismo e o impacto de um asteroide, e ainda um pouco de mudança climática). Se este for realmente o caso e múltiplas causas estiveram em jogo, separá-las exigirá uma abordagem mais integrativa, explorando as relações entre fatores abióticos (como impactos de asteroides e mudanças do nível do mar) e extinção: quais grupos sobreviveram à extinção em massa e quais não? Os pássaros, por exemplo, sobreviveram à extinção, mas todos os outros dinossauros foram extintos. O que é que isso nos diz sobre a causa da extinção? Existem diferentes padrões de extinção em diferentes ecossistemas ou diferentes partes do mundo? Será que estas diferenças apontam para mecanismos causais distintos?


Toda esta secção está disponível em PDF.

veja também
As ideias científicas são inerentemente provisórias, e investigação sobre as causas e dinâmicas da extinção no limite K-T continua hoje. Descubra mais sobre a natureza contínua da ciência.





Home | Acerca | Copyright | Créditos e Colaboradores | Contactos