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  Descoberta: A centelha da ciência
uma galáxia e gotas de água
"Eureka!" ou "aha!" são expressões que podem não ser frequentemente usadas, mas a sua vivência é o que motiva a ciência e os cientistas. Para um cientista, cada dia conduz a uma possibilidade de descoberta — ao surgimento de uma ideia nova ou de se observar algo que nunca antes tinha sido visto. A compreensão do mundo ainda está a ser construída e muitas das questões mais básicas acerca do universo estão ainda por responder:

  • O que causa a gravidade?

  • Como é que as placas tectónicas se movem à superfície da Terra?

  • Como é que o cérebro guarda as nossas recordações?

  • Como é que as moléculas de água interagem umas com as outras?

Não sabemos as respostas completas para estas e para tantas outras questões, mas a perspetiva de as responder é o que impulsiona o avanço da ciência.

Até fazer bolachas pode levantar questões científicas.
QUESTÕES CIENTÍFICAS NO DIA A DIA

As questões científicas podem parecer complexas (ex. quais as reações químicas que permitem que as células quebrem as ligações nas moléculas de açúcar), mas não precisam de o ser. Provavelmente já terá colocado muitas questões científicas perfeitamente válidas: como é que os aviões voam, porque é que os bolos crescem no forno, porque é que as maçãs ficam castanhas assim que são cortadas? Poderá obter as respostas a muitas destas questões científicas "quotidianas" na sua biblioteca municipal, mas para outras, a ciência poderá ainda não ter a resposta, e a sua resposta pode levar a novas e surpreendentes descobertas. Por exemplo, ainda não se sabe muito bem como é que o cérebro nos lembra de comprar leite no supermercado. Assim como estamos motivados a responder a questões que lidam com as nossas experiências quotidianas, os cientistas enfrentam tais perguntas em múltiplas dimensões, incluindo questões sobre a verdadeira natureza do universo.

Para aprender mais sobre como outros se têm envolvido na ciência e como pode desenvolver o seu próprio ponto de vista sobre o mundo, confira:

Descobertas, novas questões e novas ideias são o que mantém os cientistas a prosseguir e a pensar, mas são apenas uma pequena parte do processo; o restante envolve muito trabalho árduo (e muitas das vezes aborrecido). Em ciência, descobertas e ideias devem ser verificadas por múltiplas linhas de evidência e só então são integradas no conhecimento já existente, um processo que pode demorar muitos anos. E, frequentemente, as descobertas não são assim tão surpreendentes e inesperadas. A descoberta pode por si só ser o resultado de muitos anos de trabalho num determinado problema, tal como é ilustrado pela descoberta de Henrietta Leavitt sobre as estrelas …

Henrietta Leavitt
Henrietta Leavitt
SURPRESAS ESTELARES

Há muito que os astrónomos sabiam da existência de estrelas variáveis — estrelas cuja luminosidade varia ao longo do tempo, gradualmente mudando entre brilhante e escura — quando, em 1912, Henrietta Leavitt anunciou uma descoberta notável (e totalmente inesperada) acerca destas estrelas. Para estas estrelas, o espaço de tempo entre os períodos mais brilhantes e escuros parecia estar relacionada com a sua luminosidade geral: estrelas de ciclos mais lentos são mais luminosas. Naquela época, ninguém conseguia explicar porquê. No entanto, a descoberta permitiu aos astrónomos inferir as distâncias a que estrelas distantes se encontram, e consequentemente descobrir o tamanho da nossa galáxia. A observação de Leavitt foi uma autêntica surpresa — uma descoberta no sentido clássico — que só foi possível após ter passado anos a comparar cuidadosamente milhares de fotos desses pontos de luz, estabelecendo padrões na escuridão do universo.

Leia mais sobre a investigação de Henrietta Leavitt sobre as estrelas variáveis.

O processo da descoberta científica não está limitado a cientistas que trabalham em laboratórios. A experiência quotidiana de deduzir que o seu carro não liga devido ao mau funcionamento da bomba de ignição, ou que as centopeias no seu quintal preferem a sombra das rochas, partilha semelhanças fundamentais com descobertas científicas clássicas, tais como a ligação em dupla hélice do ADN. Todas estas ações envolvem a realização de observações e a análise de evidência — e todas fornecem a satisfação de encontrar uma resposta que dá sentido a todos os factos. Com efeito, alguns psicólogos argumentam que o modo como os humanos aprendem individualmente (especialmente as crianças) é semelhante ao progresso da ciência: ambos envolvem a realização de observações, considerando evidências, testando ideias, e mantendo aquelas que funcionam.

Para aprender mais sobre a analogia entre o progresso da ciência e a aprendizagem humana, veja também Bebés e cientistas.

resumo
  • As descobertas são uma parte empolgante da ciência.

  • Muitas descobertas importantes ainda estão por fazer.

  • Descobertas e avanços devem ser verificados por múltiplas linhas de evidências.

equívocos
Equívoco: A ciência é aborrecida.

Retificação: A ciência pode ser extremamente empolgante! Leia mais sobre isto.

ciência em ação
Para ver como uma perspetiva de descoberta impulsiona o avanço da ciência, explore A estrutura do ADN: Cooperação e competição.

veja também
Alguns cientistas são motivados pela perspetiva de descoberta, mas isso é muitas vezes complementado pelo desejo de resolução de um problema prático. Aprenda mais em Satisfazendo as necessidades da sociedade na nossa secção Ciência e sociedade.

pontos chave
  • Aprenda estratégias para planear aulas e atividades no guia da ciência:
    7º ao 9º ano
    10º ao 12º ano
    Ensino Universitário

  • Obtenha gráficos e pdfs do guia da ciência para usar na sua sala de aula.

  • Ajude os seus alunos a apreciar a emoção das descobertas científicas — por exemplo, debatendo sobre notícias científicas, investigações novas e fascinantes, ou o anúncio dos prémios Nobel em ciência. Mais importante, deverá moldar o entusiasmo e a curiosidade pela ciência que quer inspirar nos seus alunos. Uma forma de o fazer é ter tempo para as perguntas dos alunos acerca da ciência, mesmo que se desviem um pouco do tema abordado. Afinal, os cientistas não limitam a sua curiosidade apenas a temas bem definidos do seu campo de trabalho.




Foto da galáxia espiral M81 fornecida pela NASA, ESA, e pelo Hubble Heritage Team (STScI/AURA); foto de água fornecida por Andrew Davidhazy; foto de Henrietta Leavitt fornecida pela American Association of Variable Star Observers (AAVSO); foto de cientista alimentar fornecida por USDA

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