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Relato em primeira mão: Lisa White

Lisa White
Lisa White
 
GEOLOGIA
Instituição: San Francisco State University
Professor: Lisa White
Cadeira: Geologia 115 / A Terra e a vida através do tempo, para estudantes da licenciatura em geologia

Os estudantes matriculados no curso tornam-se parte da comunidade científica da San Francisco State University e recolhem dados de fósseis como parte da investigação continuada que tem como objetivo compreender a configuração estuarina antiga das colinas Kettleman. Mantemos os fósseis recolhidos ao longo de mais de 20 anos de trabalho de campo disponíveis para os alunos do curso, para servirem como referência. Os estudantes aumentam a coleção, e nalguns casos reveem a identificação das espécies, e são mais capazes de apreciar o que é fazer parte de uma mini comunidade científica e participar em investigação continuada.

Plano para incorporar o Saber Ciência
No início do semestre, vou apresentar o site aos alunos para ajudar a enquadrar os objetivos do trabalho de campo, que exige que os alunos, trabalhando em equipas, recolham evidência fóssil e avaliem uma hipótese de trabalho para paleoambientes do Plio-Pleistoceno no Central Valley. O meu objetivo ao combinar o trabalho de campo e o site Saber Ciência é adicionar experiência real no processo de ciência, e assim aumentar a capacidade dos alunos para formular hipóteses, testar ideias, e desenvolver o entusiasmo sobre o que significa ser um cientista. O Saber Ciência irá familiarizar os alunos com o que é a ciência e como ela funciona — e, assim, orientar o foco da nossa investigação, antes de começar o projeto de trabalho de campo e recolha de dados.

Eu irei provavelmente iniciá-los num dos círculos do Fluxograma da Ciência (exploração e descoberta) como se fosse um exercício. Vou incentivá-los a preencher os sub-círculos com as suas próprias perguntas e observações, depois de eu lhes ter dado o exercício sobre fósseis do Central Valley, como base para a compreensão da ciência. Depois de voltar do trabalho de campo e começar a analisar os dados, vou pedir aos alunos, em cada semana, para examinarem os outros círculos no fluxograma e traçarem o seu caminho de descoberta.

Os alunos vão traçar um percurso guiado através da investigação baseada em trabalho de campo após os parâmetros iniciais terem sido definidos por mim como professor (o cientista-chefe). Eu irei informá-los sobre localidades para recolha de amostras de campo, as técnicas de amostragem, os trabalhos de leitura da investigação seminal feita sobre o Plio-Pleistoceno nas colinas Kettleman dos anos 1940 aos anos 1970, e fornecer-lhes várias hipóteses testáveis (a salinidade era fresca, estuarina ou normal marinha? a circulação era forte ou fraca?).

O seu papel é formular um plano para testar a hipótese da salinidade a partir dos fósseis de invertebrados, examinar os resultados, e comparar os seus resultados com os de outros membros da comunidade (a comunidade de estudantes seus colegas e a comunidade de investigação). Apesar de eu definir o percurso, os alunos aplicam o Fluxograma da Ciência como uma espécie de quadro conceptual, ajudando-os a avaliar para onde o estudo poderá ir a seguir. Será que irá manter a direção? Mudar de direção? Será que o processo da ciência vai em linha reta à medida que eles reúnem mais informações?

Ao longo dos anos em que tenho ensinado esta cadeira, tenho incentivado os alunos a examinar cuidadosamente os métodos de recolha de dados utilizados pelo USGS e pelos cientistas que publicaram os seus trabalhos nas décadas de 1940 a 1970, estabelecendo as bases para a maior parte do que sabemos hoje sobre esta região. Curiosamente, há dois anos, quando estava a realizar trabalho de campo com os alunos, encontrámos uma professora de escola primária que era também paleontóloga amadora, e que cresceu perto de muitas das localidades onde se encontram os fósseis. Passar uma tarde com ela no campo expôs-nos a alguns novos locais e interpretações adicionais que eram tão valiosos quanto as publicações "especialistas" … ou mais! A nossa perspetiva de quem faz parte da comunidade científica foi grandemente ampliada pelas suas contribuições, e conhecê-la foi um acontecimento inteiramente inesperado e serendipitoso!


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